In Séries

Projeto #REPLAY – nostalgia nossa de cada série

“Antigamente que era bom!” Você já ouviu essa expressão, né? Provavelmente de alguém mais velho que faz questão em comparar o presente com o passado e mistura tudo num sonho nostálgico. Novela boa era O Rei do Gado e Xica da Silva, música boa era Eliane, e bom mesmo era sentar na calçada, partir um café e falar da vida alheia. Eita coisa boa, essa vida de antigamente…

Já que é na nostalgia que a gente trabalha, é nostalgia que a gente entrega. Escuta aqui essas músicas e tenta associar às séries em que elas tocam:

Mas aí chega a sua vez. Você começa a pensar assim também: “Bom era as coisas de antigamente”, como se os anos 80 e 90 não tivessem sido bem aí. O negócio é que a gente também sente falta de umas coisas e outras. Sinto muita falta de TV Cruj e TV Globinho com Dragon Ball Z. Tenho saudades da Avril Lavigne de Sk8er Boi. E tenho uma nostalgia danada de alguns filmes e séries.

Podem nem fazer tanto tempo assim que assisti, mas a vontade de rever tudo é constante. Não importa se já sei algumas falas de cor e salteadas, mas ô negócio maravilhoso é se sentir envolvido por uma estória boa. Às vezes, nem tão boa assim. O princípio aqui é poder se perder e se entregar nos braços de Peyton Sawyer, Clark Kent, Seth Cohen e Carrie Bradshaw. Por mais que a gente procure em novas produções aquele mesmo sentimento, aquele mesmo frivião no umbigo, jamais vai ser a mesma coisa. Empire não é nenhum Smash, muito menos The 100 vai chegar aos pés de Star Trek.

“Fala na me na cara. Falar na cara ninguém quer né, desfalkner.” Taraji P. Henson interpreta Cookie Lyon no seriado Empire, da Fox.

Exatamente por isso, pelo bem do frivião no umbigo de cada um de nós, abro ao mundo esse projetinho:

REPLAY

Uma forma de a gente selecionar e organizar aqueles seriados que tanto marcaram a adolescência e início da fase adulta. Mas não é só dizer “ai eu gostava dessaqui”, tem que rever, tem que assistir nem que sejam aqueles famigerados melhores episódios de cada temporada. Vou contar aqui as 5 que pretendo rever em 2017:

Smash

Essa entrou pelas portas que Glee abriu para os seriados musicais. Mas, em questões de qualidade de roteiro e atuação, Smash sempre foi insuperavelmente superior a Glee. Infelizmente, Ryan Murphy é um omizinho que adora buzz e, por isso, Glee sempre se sobressaiu. Smash permaneceu fiel à sua premissa central: bastidores das produções da Broadway, da pré-produção até a premiação do Tony. Foi uma pena que a audiência tenha caído tanto. E isso pode ter sido por conta dos twists intensos e até desnecessários da segunda temporada. Mas vai dizer que não bate um amorzinho no peito só de ouvir Let Me Be Your Star?

One Tree Hill

Confesso que comecei a ver OTH quando passava no SBT. Mais que isso, confesso também que só assisti até a quinta temporada e não lembro de muita coisa. Entretanto, já vi as 3 primeiras temporadas algumas vezes, e toda vez tem um calorzinho aconchegante em passar umas horas shipando Brucas (Brooke + Lucas) ou Layton (Lucas + Payton), além do casal mais novo e arrebatador dessa geração: Nathan e Haley. Sinceramente, nunca vi tanta gente jogando basquete como na época de ouro de One Tree Hill. Influência, né, mores?

Pushing Daisies

Tem série mais fofa que essa? Olha, se tiver, me apresenta aí que tá em falta! Pushing Daisies contava a história de Ned, o fazedor de tortas, que tinha um dom bem louco: devolver vida às coisas mortas, de um morango até uma pessoa. Mas, pra fazer a gente tem que duvidar do que vem de graça, existe a lei da compensação: se alguém tem a vida devolvida, outra vida precisa ser tomada. É nesse dilema que Ned vive diariamente e, no qual, revive sua crush Chuck Charles. O negócio é que Ned não pode tocá-la de volta, senão vai tirar todo o poder vital dela. Aí, como faz pra beijar a crush? Não beija, né? Num sei, bora relembrar, porque vale a pena e só tem duas temporadazinhas muito injustiçadas.

GIRLS

Lena Dunham foi minha musa inspiradora por alguns anos. A maestria com a qual essa mulher desenvolve narrativas é sensacional. Girls me cativou de primeira: acompanhei desde o lançamento (e abandonei na quarta temporada… mas só acho que eu ainda não tava preparado pra lidar com o que vinha acontecendo ali) e agora preciso voltar a ver, desde o piloto até o último episódio. Porque, afinal, Girls terá sua temporada final neste ano de 2017, e não vale deixar passar um acontecimento desses em branco. Hannah Horvath encantou muita gente e nos fez abraçar a esquisitude que habita cada um de nós.

Westworld

Eu não posso nem descrever as sensações que tive assistindo aos 10 gloriosos episódios deste seriado. Cheia de intrigas, dúvidas, inceptions, Westworld me cativou pela imensidão de possibilidades que o enredo proporciona. Foram tantos plot twists que cheguei a ficar bem tonto com a ruma de informação. Não consegui absorver tudo de uma vez e precisei passar umas 3 semanas respirando e revendo alguns episódios. Mas agora o negócio é sério e só pra quem é bem adulto. Se assistir a primeira vez foi instigante, assistir pela segunda, sabendo dos acontecimentos do final, é uma experiência totalmente diferenciada. E como a segunda temporada vai chegar só em 2018, (né, HBO? Bunita.) tá valendo reviver esse mundo.

Menção honrosa: Gossip Girl

Como ver coisa cabeça demais cansa o cerebelo e a alma, é bem adequado pensar numa série pra gente se despregar do próprio mundinho. Bora ver sexo, drama, dinheiro, álcool, balada, porque isso também entretem e também dá um gostinho bacana de relaxamento. Fora que Gossip Girl é um ícone da cultura pop televisiva, né? Sem falar que tenho um crush danado no Dan Humphrey e tá na hora de matar saudade.

Vamos ficar no aguardo do post “Assisti Westworld e olha no que deu”, tá bo beninas? Façam seus respectivos Replays e amostrem. Deixa guardado só na lista da Netflix não, compartilha comigo. Tô querendo saber que seriados marcaram vocês.

XOXO – Gossip Girl

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